quinta-feira, 4 de março de 2010
Transformando as ondas do mar em energia elétrica
segunda-feira, 1 de março de 2010
Empresa galesa faz casa com 18 toneladas de plástico reciclado
Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado.
A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Expedição parte em busca de 'ilha de lixo' maior que o Texas no Pacífico
Fóssil pode ser ancestral humano
Uma equipe internacional de cientistas anunciou na revista Science a descoberta de uma criatura que poderia ser o mais antigo ancestral direto dos humanos.
Fósseis da espécie Ardipithecus ramidus foram encontrados na Etiópia em 1992, mas muitos anos de pesquisa foram necessários para que a importância da descoberta fosse confirmada.
O espécime mais importante é uma fêmea de 1,2 metro, com 4,4 milhões de anos de idade, que foi batizada de 'ardi'.
Ela era hábil na hora de subir em árvores, mas também caminhava como humanos modernos. Ela não tinha, no entanto, solas dos pés arqueadas, o que indica que ela não poderia andar ou correr longas distâncias.
"Este não é um fóssil comum. Não é um chimpanzé. Não é um humano. Ele nos mostra o que éramos no passado", disse um dos principais pesquisadores da equipe, Tim White, da Universidade da Califórnia.
Arquivos britânicos sobre Ovnis
O coração visto por dentro
Graças a sofisticados aparelhos de ultrassonografia, cientistas da Universidade de Freiburg, na Alemanha, e do Imperial College de Londres conseguiram imagens inéditas do fluxo de sangue dentro do coração.
A cor azul marca o sangue passando pelo lado direito do coração em direção aos pulmões.
O vermelho e o amarelo representam o sangue que vem dos pulmões, passa pelo lado esquerdo do coração e é bombeado para o resto do corpo.
Os cientistas esperam que no futuro esse tipo de imagem ajude a identificar os problemas no coração de pacientes cardíacos.
Fonte: BBC Brasil
Indústria prepara boom de 3D em TVs e computadores
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Criado lubrificante industrial 100% biodegradável
Bibliografia:
Development of new green lubricating grease formulations based on cellulosic derivatives and castor oil
R. Sánchez, J. M. Franco, M. A. Delgado, C. Valencia, C. Gallegos
Green Chemistry
August 2009
Vol.: 11: 686-693, 2009
DOI: 10.1039/b820547g
Milagres de Cristo podem ter sido feitos com maconha
Mistura de urina humana e cinza serve como fertilizante
Planta combate poluição de escritório
Misterioso objeto espacial passará perto da Terra nesta quinta
Explosão no espaço pode ameaçar vida na Terra
Nova espécie indica que dinossauros vieram da América do Sul
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Retardar corte do cordão umbilical 'traz benefícios ao bebê'
A pesquisa realizou testes com 1.912 bebês, dos quais 1.001 tiveram o cordão rompido após pelo menos dois minutos após o parto. Na amostra restante, o rompimento foi imediato. Em artigo publicado no Journal of the American Medical Association, a Dra. Eileen Hutton, da Universidade de Hamilton, disse que os benefícios da espera se traduziram em melhores níveis de ferro no sangue das crianças. Como conseqüência, eles disseram, as crianças que tiveram o rompimento adiado demonstraram menos tendência a desenvolver anemia na idade entre dois e seis meses. O procedimento também diminuiu os riscos de icterícia, uma condição comum em recém-nascidos, que se expressa na cor amarela da pele e do branco dos olhos, eles afirmaram. Países pobres O corte imediato do cordão umbilical é uma prática mais comum nos países desenvolvidos. Mas a pesquisa disse que esperar alguns minutos permite que um maior volume de sangue circule da mãe para o filho. Para a Dra Hutton, este procedimento pode beneficiar os países mais pobres, onde a anemia – a falta de células sangüíneas que fornecem oxigênio para os tecidos – é um problema entre os recém-nascidos. Como ressalva, os cientistas disseram ter verificado uma superprodução do número de células vermelhas no sangue – a chamada policitemia – mas afirmaram que "esta condição parece ser benigna". Fonte: BBC Brasil 18 de junho, 2007Benefícios podem se estender até seis meses de idade, diz estudo
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Dopamina é a molécula da vez, como a serotonina foi nos anos 90
Natalie Angier
The New York Times
Fernanda Goulart
Se você já teve problemas com roedores, como acordar no meio da noite e descobrir que ratos haviam comido boa parte do pacote de cereal, das bolachas de chocolate, do macarrão instantâneo e até a caixa de fermento de pão que havia comprado com tanto desejo, você vai ficar admirado com o camundongo de laboratório que não tem nenhuma motivação para comer.
O camundongo é fisicamente capaz de comer. Ele também gosta do sabor da comida. Ao colocar ração em sua boca, ele mastiga e engole, e, enquanto isso, mexe seu nariz demonstrando uma satisfação evidente.
Porém, quando deixado sozinho, o rato nem sequer acordará para o jantar. O simples fato de ter que atravessar a gaiola e pegar a comida da sua tigela o enche de preguiça. Para que comer, se depois tudo será excretado? Para que se incomodar? Dias se passam, o rato não come, ele quase não se move, e em poucas semanas, morre de fome.
Por trás do caso fatal de tédio do roedor, encontra-se um déficit severo de dopamina, uma das moléculas essenciais de sinalização no cérebro. A dopamina está na moda, é o neurotransmissor famoso de hoje, assim como a serotonina do Prozac era nos anos 90.
As pessoas falam em obter “o efeito de dopamina” do chocolate, da música, da bolsa de valores, dos celulares da moda – enfim, de tudo o que possa trazer uma leve sensação de prazer. Agentes viciantes como a cocaína, a metanfetamina, o álcool e a nicotina são conhecidos como estimuladores dos circuitos da dopamina do cérebro, assim como fazem os estimulantes cada vez mais populares como o Adderall e a Ritalina.
De modo geral, a dopamina age como uma recompensa, gerando sentimento de bem-estar e o desejo de sentir isso novamente. Se você não se cuidar, ficará viciado, um escravo do prazer que dirige o seu cérebro. Por que você acha que eles a chamam de dopamina?
Novas pesquisas em camundongos com deficiência de dopamina revelam que a imagem que temos da dopamina como nossa “Deusa do prazer” está errada, exatamente como a antiga caricatura equivocada da serotonina como um rosto feliz.
Nas concepções atuais, discutidas no encontro da Sociedade para Neurociência, realizada na semana passada em Chicago, a dopamina tem menos a ver com prazer e recompensa do que com impulso, motivação, descobrir o que você tem para sobreviver e, dessa forma, agir. “Você chamaria de prazer o fato de estar com falta de ar e ter que respirar rapidamente para conseguir ar?” disse Nora D. Volkow, pesquisadora que estuda dopamina e diretora do Instituto Nacional em Abuso de Drogas. “Ou quando você está muito nervoso e come alguma coisa nojenta, isso é prazeroso?”
Segundo Volkow, em ambas as respostas, a respiração profunda em busca de oxigênio e o consumo de algo que você geralmente rejeitaria, os caminhos da dopamina do cérebro estão bloqueados. “O cérebro tem uma atitude”, disse ela. “O impulso intenso de tirá-lo de um estado de privação e mantê-lo vivo”.
A dopamina também faz parte do filtro de saliência cerebral, como um aparelho detector. “Você não consegue prestar atenção em tudo, mas você quer ser um perito em reconhecer as coisas que são novas” disse Volkow. “Pode ser que você não perceba um mosquito na sala, mas se ele fosse fluorescente, suas células de dopamina disparariam.”
Além disso, o detector de saliência do impulso de dopamina focará em objetos conhecidos que consideramos importantes, sejam eles positivos ou negativos, ou seja, objetos que desejamos e objetos dos quais temos medo. Se amamos chocolate, nossos neurônios da dopamina irão provavelmente disparar ao ver um pequeno pedaço chocolate. Por outro lado, se detestamos baratas, esses mesmos neurônios podem disparar ainda mais intensamente quando vemos uma. Contudo, o gosto prazeroso do chocolate ou a ansiedade e fobia pela barata podem ser o trabalho de outras moléculas sinalizadoras, como os opióides ou os hormônios do estresse. A dopamina simplesmente faz com que um objeto relevante seja impossível de ser ignorado.
Se o cérebro decidir ignorar o que em outra situação ele notaria, a dopamina deve estar inibida. Em um relato, recentemente publicado na Nature Neuroscience, Regina M. Sullivan, do Centro Médico Universitário de Nova York e Gordon A. Barr, do Hospital Infantil da Filadélfia, e seus colaboradores descobriram que enquanto os ratos com mais de 12 dias rapidamente desenvolvem aversão a qualquer odor que estivessem conectados com um choque elétrico leve, ratos jovens mostravam uma preferência por tal odor se sua mãe estivesse por perto quando o choque fosse dado. Os pesquisadores vincularam essa coragem a uma inibição da atividade de dopamina na amígdala, onde nascem as memórias do medo. Ratos infantis conhecem suas mães pelo cheiro, explicou Sullivan, e eles devem aprender a não evitá-la, pois mesmo uma péssima mãe é melhor que nenhuma.
Apesar do grande impacto que possa ter, a dopamina é uma molécula compacta, formada por 22 átomos, com o característico grupo de amina nitrogenada em uma das pontas. A propósito, o nome dopamina vem de sua composição química, e nada tem a ver com a palavra dopa- como na heroína ou outras drogas – que derivam do termo holandês referente a estado de agitação.
As unidades de produção da dopamina são pequenas também. Menos que 1% de todos os neurônios produzem o neurotransmissor, a maioria delas no cérebro intermediário, como a substância negra, que ajuda a controlar o movimento. É a degradação da população das células de dopamina que resulta nos tremores e outros sintomas do Mal de Parkinson.
Há também atividade de dopamina no córtex pré-frontal, logo atrás da testa, a parte administrativa cerebral onde as tarefas são traçadas, os impulsos controlados e as desculpas formuladas. Uma diminuição da dopamina pré-frontal pode contribuir para a esquizofrenia.
Onde quer que elas se encontrem, as células cerebrais respondem à liberação de dopamina por meio cinco receptores de dopamina distintos, que ativam a molécula. Outro agente importante é o transportador do composto, um tipo de zelador que pega as moléculas de dopamina usadas e as coloca de volta nas células onde foram geradas. Drogas como a cocaína tendem a bloquear esse transportador, permitindo que a dopamina permaneça por mais tempo ativa na entrada neuronal.
A ligação da matriz da dopamina, a velocidade com que os neurônios de dopamina são ativados ritmicamente, a atividade que cada célula responde às necessidades e as novidades, e as facilidades com que as células hiperestimuladas retornam ao seu estado inicial se diferem em cada pessoa.
Alguns pesquisadores têm investigado variações genéticas nos tipos de receptores que poderiam explicar essas diferentes respostas entre os seres humanos. Segundo Dan T.A. Eisenberg, da Universidade Northwestern, os cientistas já detectaram uma conexão modesta entre a versão prolongada do receptor de dopamina número 4, e uma tendência a comportamentos de impulsividade e de risco, principalmente riscos financeiros.
Esses resultados ainda não fornecem muitas informações sobre a relação entre genética e comportamento, porém, seria interessante que na próxima crise os banqueiros fossem testados para a presença de receptores de risco. É a economia, dopamina.
do UOL Ciência
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Novo fóssil põe "elo perdido" sob suspeita
REINALDO JOSÉ LOPES Um grupo independente de cientistas analisou o fóssil de primata propagandeado em maio deste ano como "o elo perdido" da evolução humana e chegou a uma conclusão não muito empolgante: o bicho é provavelmente só um primo antigo e esquisito dos lêmures. Se eles estiverem corretos, o alarde midiático organizado em torno de "Ida, o elo perdido", ou Darwinius masillae, como o animal foi batizado oficialmente, pode se tornar um dos casos clássicos em que a vontade de chamar a atenção do público atropelou a ciência. Afinal, a descrição científica de Ida foi coreografada com o lançamento de documentários, sites, livros e de um evento para a imprensa no qual os pesquisadores responsáveis por estudá-la compararam o fóssil com a Mona Lisa e com o Santo Graal, afirmando que ele mudava tudo o que se sabia sobre a evolução humana. Devagar com o andor À época, boa parte da comunidade científica concordou que se tratava de um exemplar belíssimo. Diferentemente dos outros primatas antigos, Ida, com quase 50 milhões de anos de idade, teve seu esqueleto completo preservado --sem falar na presença de pelos e até do conteúdo digestivo do animal. Mas poucos concordaram com a sugestão de que o fóssil representava um ancestral direto dos antropoides, a linhagem de macacos que acabou desembocando no homem. No novo estudo, que está na revista científica "Nature" desta semana, a equipe coordenada por Erik Seiffert, da Universidade de Stony Brook (EUA), compara Ida a uma nova espécie de primata extinto descoberta por eles no Egito. Trata-se do Afradapis longicristatus, que é 10 milhões de anos mais novo que o suposto elo perdido, mas, ao que tudo indica, é um parente próximo de Ida, a julgar pela análise detalhada da mandíbula e dos dentes da espécie africana (aliás, esses são os únicos materiais preservados do bicho). Seiffert e companhia também compararam Ida, o novo primata e outras 117 espécies vivas e extintas de primatas, levando em conta uma lista de 360 características do esqueleto. Essa comparação extensa, que não foi feita na descrição original de Ida, ajuda a estimar quais traços dos bichos realmente se devem ao parentesco e permite montar uma árvore genealógica dessas espécies. O veredicto: Ida seria apenas uma prima muito distante do grupo que inclui o homem, estando bem mais perto dos lêmures atuais. As semelhanças superficiais dela com o grupo dos antropoides seriam explicadas por evolução convergente --ou seja, porque ambos os grupos adotaram estilos de sobrevivência parecidos. Comedora de folhas "São características relacionadas ao encurtamento do focinho e ao processamento de alimentos relativamente duros, como folhas", explica Seiffert. O pesquisador aponta o que, para ele, foi o principal erro da equipe que descreveu Ida. "Acho que eles deveriam ter feito comparações mais detalhadas com os mais antigos antropoides indiscutíveis. Eles teriam visto que traços como a fusão das duas metades da mandíbula, que não aparecem nesses antropoides [mas aparecem em Ida], não poderiam ser um elo entre Ida e eles." Philip Gingerich, paleontólogo da Universidade de Michigan e um dos "pais" de Ida, não concorda. "Acho esquisito que o Afradapis seja muito parecido com os antropoides, mas acabe classificado em outro grupo. A ideia de convergência parece implausível", diz ele. Aliás, argumenta Gingerich, "o Darwinius [Ida] conta com um esqueleto muito mais completo que o do Afradapis, e ele apresenta características adicionais de primatas avançados que não aparecem na análise".
da Folha de S.PauloReuters Fóssil alemão da espécie Darwinius masillae, apelidado de Ida, cuja ancestralidade em relação ao homem foi colocada em xeque